Economistas Comentam Cenário De Goiás Em Tempos De Quarentena 29-03-2020

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Em tempos de quarentena do novo coronavírus, o horizonte parece mais longe que o costumeiro. Se por um lado, a saúde se resguarda com medidas de isolamento, economistas  comentam a parte econômica pode amargar tempos sombrios.

Com a paralisação de serviços não essenciais, parte do Produto Interno Bruto (PIB) para também. Em Goiás, segundo o economista Aurélio Troncoso, coordenador do centro de pesquisa de mestrado da UniAlfa, isto representa cerca de 60%.

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Segundo ele, o governador Ronaldo Caiado (DEM) vem, aos poucos, relaxando a quarentena, mas, pelo visto no último decreto, em áreas que não tem tanto impacto.

Economistas Comentam Cenário De Goiás Em Tempos De Quarentena 29 de março de 2020

O texto publicado no Diário Oficial do Estado de quinta-feira (26) trouxe, por meio de suplemento, algumas mudanças nas regras de quarentena e a lei complementar, aprovada na quarta-feira (25) pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), que dispensa o governo do cumprimento de metas fiscais anteriormente previstas.

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Conforme apontado, as alterações nos termos da quarentena são pequenas e não alteram a vida da maioria da população. A nova redação do decreto 9.633/2020 libera o andamento de obras de construção civil relacionadas a energia elétrica, saneamento básico, hospitalares, obras do sistema socioeducativo, de infraestrutura do poder público e aquelas de interesse social, bem como os estabelecimentos comerciais e industriais que lhes forneçam os respectivos insumos.

O governo também dá permissão ao funcionamento de borracharias, oficinas, restaurantes e lanchonetes em rodovias.

Oficinas e borracharias devem funcionar em regime de revezamento a ser estabelecido pelos municípios. Está liberada também a hospedagem de todos aqueles que atuem na prestação de serviços públicos ou atividades privadas consideradas essenciais.

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Pensamento economistas comentam

Para Aurélio, a quarentena inicial, de 15 dias, foi interessante. Com ela, foi possível que o País se preparasse e que as pessoas se educassem para lidar com a situação, em especial na questão da higiene pessoal. Porém, ele acredita que já seja o momento de liberar gradativamente outros setores.

“Caiado precisa começar a pensar que 68% da arrecadação do estado é ICMS. Sem trabalhar e produzir não tem. Vai ter dificuldade para pagar a folha de pagamento”, prevê ele ao ressaltar o problema que enfrentará a secretária de Estado de Economia, Cristiane Schmidt.

“As pessoas agora estarão mais cuidadosas. Mas temos, ainda, que manter os mais velhos em quarentena. Até o medo que as pessoas sentiram foi importante”, declarou. “Mas teremos problemas com o pessoal de baixa renda, apesar de o governo federal liberar R$ 600 por pessoa para o mercado informal [os registrados].”

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Entretanto ele aponta que a classe média consegue se manter com reservas por dois ou três meses, com cartão de crédito e cheque especial. Porém, os mais pobres não.

Embora a relação ao decreto de quarta? Sobre empregados e empreendedores também não dá para fazer muita coisa, segundo Aurélio. “Algumas conseguem manter por 15 dias, outras que não são ‘chão de fábrica’, em home office, mas também não por muito tempo”, adianta e conclui. “O governador pensa como médico, e não está errado. Está fazendo a análise de saúde. Mas tem que pensar em outras áreas, também.”

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